Como a tabela do INSS é reajustada todo ano
Toda virada de ano, as faixas de contribuição do INSS mudam. Não é aumento de imposto: é o ajuste dos valores de referência, atrelados ao salário mínimo e à inflação. Entender isso ajuda a ler o holerite sem susto.
Contribuição progressiva: você não paga a maior alíquota sobre tudo
O erro mais comum é achar que, se você "caiu" na faixa de 14%, paga 14% sobre todo o salário. Não é assim. A contribuição é progressiva, fatiada: os primeiros R$ 1.621,00 são descontados a 7,5%; só a parte que passa desse valor entra na faixa seguinte, e assim por diante. Por isso a alíquota efetiva (o desconto real dividido pelo salário) é sempre menor que a alíquota da última faixa.
Por que muda em janeiro
A primeira faixa começa no salário mínimo, que é reajustado no dia 1º de janeiro. Quando o mínimo sobe, as faixas sobem junto, e o teto de contribuição também. Em 2026, o teto é de R$ 8.475,55: quem ganha acima disso contribui sobre o teto, com desconto máximo de R$ 988,09.
O que o desconto paga
A contribuição ao INSS custeia a Previdência Social: aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e outros benefícios. É também o que conta tempo de contribuição para a aposentadoria. Não confunda com o Imposto de Renda, que é outro desconto, calculado depois, sobre o salário já sem o INSS.
Onde ver os números
A tabela do INSS 2026 traz as faixas e alíquotas atuais. Para saber o desconto exato do seu salário, já somado ao Imposto de Renda, use a calculadora de salário líquido.
Perguntas frequentes
O INSS desconta a mesma alíquota sobre todo o salário?
Não. A contribuição é progressiva: cada faixa do salário tem sua própria alíquota, de 7,5% a 14,0%. A alíquota efetiva sobre o total é sempre menor que a da última faixa.
Por que a tabela do INSS muda todo ano?
Porque a primeira faixa começa no salário mínimo, reajustado em 1º de janeiro. Quando o mínimo sobe, todas as faixas e o teto sobem junto.